"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado." - William Shakespeare
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domingo, 8 de agosto de 2010

Georges Simenon - Crime na Polícia

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O crime, que dá título ao livro, é cometido quase por desleixo do comissário, que, ocupado em outras coisas, não dá maior atenção à mulher que logo se transformará em vítima. Procedimento, aliás, habitual desse estranho personagem, para quem o fato de o homem ser capaz de matar - e o porquê disso - é o que mais interessa.

O que Maigret faz é mergulhar tanto na alma do assassino quanto na da vítima. O resto, parodiando o poeta, não passa de literatura - policial, é claro.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Georges Simenon - Morte na Alta Sociedade

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Uma princesa e um conde se amam desde a juventude e, impedidos de casar, trocam secretas cartas de amor durante cinqüenta anos. A princesa acaba de ficar viúva e parece determinada a realizar o desejo que acalentou durante toda a vida. 

Mas, subitamente, o conde é assassinado em sua mansão, no mais aristocrático bairro de Paris. Este é mais um caso para o comissário Maigret que, dessa vez, mergulha num mundo que lhe é, ao mesmo tempo, estranho e familiar: o da aristocracia parisiense.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Georges Simenon - O Cão Amarelo

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Tempestades são freqüentes na pacata cidade portuária de Concarneau. O ruído da chuva abafa o som de um tiro disparado contra um homem. Junto a seu corpo, um enorme cão amarelo, em cujo olhar parece haver algo de inquietante e sinistro.

Configura-se assim mais um enigma que a mente astuta do comissário Maigret tentará desvendar. Para ele, impressões digitais ou objetos deixados na cena do crime valem bem menos do que gestos, olhares, silêncios ou mesmo a presença de um cão sem dono.